Acordou do sonho. Estava suado, a cabeça doendo forte. No sonho estava no meio da multidão não sabia o que acontecia ali apenas tinha muita gente. Um mundo inteiro em um salão. Todos conversavam, trocavam olhares e aparentavam felicidade. Menos ele. Olhava para seus pés e desviava os olhares que por vezes acertavam sua face. Além de estar no meio de uma enorme confusão onde apenas ele não fazia parte de tudo, no sonho, bolhas estavam nascendo em seus braços e mãos. Bolhas amareladas. Uma infecção? Talvez. Quem sabe? A causa: sua vida. Sua vida que lhe causava tremores, febre, dores e tudo o mais estava ali se manifestando. A vida era sua doença. Era a vida que o fazia infeliz.
Finalmente retirou o suor da testa. Deus, como estava suado. E cansado, aquela tinha sido uma péssima noite. Sentou-se na cama e na mesa ao lado ainda estavam os rascunhos de um trabalho: um texto sobre um rapaz solitário que terminou morto atropelado. Pegou os rascunhos leu e releu. Por fim amassou tudo e jogou fora. Que história idiota.
Pegou as chaves de casa, o mp3, a bicicleta e saiu.
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